Livro - A Cabana
Esta semana li o livro indicado acima. Ganhei de aniversário de minha tia e madrinha um vale livros (o que, a meu ver, é um dos melhores presentes para se ganhar) e o comprei por indicação.
O livro A Cabana é de um autor chamado William P. Young e foi uma leitura prazerosa. Convido você a conhecer esta obra! Vamos lá?
História:
Durante uma viagem a filha de 6 anos de idade do personagem principal, Mackenzie, é assassinada. Não conseguindo superar este fato, principalmente por se sentir culpado, Mack continua vivendo sua vida, mas entrega-se a um estado profundo de tristeza que ele denomina Grande Tristeza.
Em um dia de inverno chega para ele um bilhete simples assinado por Deus (na história Deus é chamado de Papai pela esposa do personagem) pedindo que ele vá até a Cabana, lugar onde Missy foi morta, para um encontro.
Claro, como em todo o livro desta vertente, Mack não tem grande ligação com Deus. Acredita ter sido castigado pelos seus erros passados com a morte de sua pequena e inocente filha.
Por curiosidade ele acaba indo à Cabana para este encontro. Lá, Mack vai se livrar de suas culpas, tormentos e medos descobrindo uma relação de confiança com seu mais novo amigo e Pai.
Minha crítica:
Eu não sou dada a leituras religiosas e por isso fiquei um tanto apreensiva quanto ao livro.
Porém, a leitura foi extremamente agradável. O livro não é religioso, ou pelo menos não trata de uma religião específica e nem tenta convertê-lo a alguma doutrina. Simplesmente o livro aborda a relação do humano com Deus. Uma relação de coração e de alma, de ter algo maior em que acreditar, de uma vida tranquila através desta confiança e da segurança que tem quem leva Deus no coração.
Ele ajuda a quebrar alguns conceitos sobre mentiras, raiva, ódio, perdão, amor, religião (claro!) e alivia um pouco as coisas que sentimos e que pensamos estar errados por sentir.
Para quem tem uma opção religiosa e segue-a com fervor, o livro pode não agradar. Como já disse, ele não aponta a nenhuma religião. Mas, como religião é algo que não se discute, algumas idéias e conceitos do autor, por mais que ele se mostre imparcial, podem aborrecer.
Trecho do livro
Um trecho do livro, do qual gostei muito, foi:
- Mackenzie - Papai foi forte e firme. - Eu já lhe disse que o perdão não cria um relacionamento.(...)
- Então o perdão não exige que finja que o que ele fez nunca aconteceu?
- Como seria possível? Você perdoou seu pai ontem à noite. Algum dia vai esquecer o que ele lhe fez?
(...)
- Uau! (...) Então, tudo bem se eu ainda sentir raiva?
Papai foi rápido em responder:
- Sem dúvida! O que ele fez foi terrível. Ele causou uma dor tremenda a muitas pessoas. Isso é errado e a raiva é a resposta certa para algo tão errado. Mas não deixe que a raiva, a dor e a perda que você sente o impeçam de perdoar e tirar as mãos do pescoço dele.
Recomendo esta leitura. Mas leia de cabeça aberta. Não tranque suas idéias e seus sentimentos e nem deixe de pensar no que você leu.
Não classifiquei este livro como estória, mas sim como história, porque a experiência que cada um tem com Deus e suas crenças e princípios diferem da mesma forma.
E, se você acreditar que o que Mack passou foi real, pode ter certeza que foi. Terá sido a sua experiência em ler este livro. Terá sido o seu momento com o que quer que seja que você acredita.
Até mais ver!!!
Nê Thalhammer.





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